• EDUCAÇÃO EMOCIONAL

Relações entre a Inteligência Geral e a Inteligência Emocional: o papel do autoconceito em crianças

Manuela Ramos Caldas Lins


A inteligência é um dos construtos mais investigados desde o surgimento da Psicologia. Existem diversos modelos que tentam explicar o que é e qual a sua estrutura. Apesar disso, ainda não se consegue compreender a influência das emoções no processamento cognitivo, especialmente quando considerado o papel de conceitos autorreferentes. O objetivo desta tese foi investigar como se efetiva a relação entre a inteligência e a inteligência emocional, quando considerado o autoconceito, em pessoas videntes e com deficiência visual. Foram realizados três estudos. O estudo 1 objetivou descrever o processo de construção dos itens do Teste Tátil de Inteligência por meio de cinco estudos (testagens-pilotos), sendo dois deles com estudantes da Universidade de Brasília e três com estudantes matriculados em uma instituição especializada no atendimento a cegos do Distrito Federal. Os estudos apontaram que as instruções do instrumento precisavam ser repensadas e os itens redesenhados. O objetivo do estudo 2 foi buscar evidências de validade e fidedignidade do Teste Tátil de Inteligência Infantil junto a estudantes sem deficiência visual. Optou-se por trabalhar junto a esse público, pois como verificado no estudo 1, o público com deficiência visual é de difícil acesso e possui inúmeras especificidades. Buscou-se primeiro garantir que o instrumento avaliava o que era esperado, de maneira estável, para depois tentar a aproximação junto ao público-alvo que motivou o trabalho. Os estudos indicaram que índices aceitáveis de validade interna, convergente e precisão. O estudo 3 teve por objetivo avaliar a relação entre a inteligência geral e a inteligência emocional, especialmente quando considerado o autoconceito. Foram realizados dois estudos, um com videntes e outro com deficientes visuais. Os estudos indicaram índices elevados (e similares) de inteligência, inteligência emocional e autoconceito no grupo com e sem deficiência visual. Além disso, revelaram que a inteligência se correlacionou com a inteligência emocional no grupo dos videntes, mas não no grupo de crianças com baixa visão. O autoconceito não se relacionou com a inteligência, nem com a inteligência emocional em nenhum dos grupos. É preciso cautela ao se avaliar os resultados em função da fragilidade metodológica dos instrumentos, bem como do viés e do tamanho da amostra, neste caso, a insuficiente representatividade das crianças com deficiência visual. Sugere-se que futuras pesquisas possam se beneficiar deste estudo para adequar, aperfeiçoar e aprofundar tanto os instrumentos quanto a discussão teórica a respeito do tema para pessoas com deficiência visual. Trabalho original publicado em Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações – BDTD Link: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/20000/1/2016_ManuelaRamosCaldasLins.pdf

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