• EDUCAÇÃO EMOCIONAL

Educação emocional na escola: uma proposta possível

Aline Rocha Mendes


A presente pesquisa do tipo quantitativa objetivou desenvolver 10 Oficinas de Ensino – Vida Emocional, com um grupo de 12 discentes (grupo experimental) do 9º ano do EF, de uma escola da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre, comparados com um grupo controle (n= 28). Ao analisarmos as respostas dos estudantes, por meio de duas escalas de autorrelato, uma de Autoestima (AE) e outra de Afetos Positivos (AP) e Afetos Negativos (AN), verificamos, pelo Pré-teste, que os estudantes apresentaram níveis médios para altos de AP; baixos níveis de AN; e níveis médios para altos de AE, contabilizando a amostra toda (n= 40). Quando as escalas foram aplicadas solicitamos aos alunos levarem em conta o contexto escolar. Desenvolvemos nas Oficinas as seguintes temáticas: as emoções e sentimentos, sua ação nas condutas do cotidiano e da escola. Com o estudo do autoconceito, com seus componentes autoimagem e autoestima, se teve a finalidade de estimular positivamente a percepção e a estima de si. Tratamos da empatia e da assertividade, pois o entendimento e a sua utilização desses conceitos nas relações, favorece as conexões emocionais. Trabalhamos, ainda, com o funcionamento do encéfalo como o centro do pensamento, das emoções, das sensações, do comportamento e da memória.Ao compararmos, por meio de uma ANOVA, os resultados das médias dos estudantes nas duas escalas, antes e depois das Oficinas, dos grupos experimental e controle, constatamos que o grupo experimental apresentou médias mais baixas de AP e AE, no pré-teste, do que o grupo controle, e níveis mais altos de AN. Verificamos que, o grupo experimental, no Pós-teste, teve aumento estatisticamente significativo nas médias nos AP. Os AN e a AE, também modificaram na direção esperada, reduzindo nos AN e aumentando na AE, embora não tenham sido significativos. O grupo controle permaneceu com as médias praticamente sem alterações, do Pré para o Pós-teste. Os resultados do desempenho escolar, do grupo experimental, apresentaram melhora, após as Oficinas. Acreditamos que todos esses resultados, podem indicar que, nosso estudo foi relevante por ter revelado resultados positivos, mostrando que quando a dimensão emocional é intencionalmente desenvolvida, por meio de uma ação educativa organizada no contexto escolar, pode modificar de forma positiva os níveis de AP, AN e AE dos estudantes, fato que pode levar a repercussões positivas na vida acadêmica e pessoal dos alunos. Artigo original publicado em Repositório PUCRS Link: http://repositorio.pucrs.br/dspace/handle/10923/8082

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