A inteligência emocional no âmbito acadêmico: Uma aproximação teórica e empírica
Nair Floresta Andrade Neta, Emilio García García e Isabel Santos Gargallo
O conceito de Inteligência Emocional surgiu em 1990, proposto pelos pesquisadores Peter Salovey e John Mayer. No entanto, tornou-se conhecido mundialmente após a publicação do livro Inteligência Emocional, em 1995, por Daniel Goleman. Desde então, além do interesse popular gerado, o construto também provocou certo “rebuliço” no âmbito científico. Para compreender alguns aspectos dessa polêmica, a primeira parte deste artigo apresenta uma aproximação teórica ao novo construto, relacionando-o com perspectivas teóricas acerca da inteligência e da emoção, situando a inteligência emocional no bojo das propostas alternativas à definição e compreensão clássica da inteligência humana. A segunda parte apresenta os resultados de um trabalho de pesquisa, divulgado no I Congresso de Inteligência Emocional (realizado em 2007, Málaga-Espanha), que consistiu em analisar sistematicamente uma parte da produção acadêmica proveniente dos cursos de pós-graduação stricto sensu (Mestrado Profissional, Mestrado Acadêmico e Doutorado) do Brasil, para averiguar que interesse científico o construto da Inteligência Emocional despertou no âmbito acadêmico brasileiro. Foram revisados os resumos de teses e dissertações, registrados no Banco de Teses da CAPES, abarcando o período de 1990 a 2006. A freqüente afirmação de que “o interesse científico pela inteligência emocional tem sido crescente” não se evidencia com relação à produção acadêmica analisada. Os resultados desse trabalho exploratório mostram a existência. Artigo original publicado em Revista Psicologia Argumento Link:https://periodicos.pucpr.br/index.php/psicologiaargumento/article/view/19807